Pag! projeta participação de 3,5% nas transações até 2020

Além dos R$ 500 milhões em investimentos previstos até 2021, a companhia trará o lançamento de sete novos serviços até maio para concluir objetivos

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Com sete novos serviços a serem lançados até maio, o Pag! projeta alcançar 3,5% de participação nas transações feitas com cartões, somando R$ 50 bilhões até 2020. A expectativa é que a maior proximidade do Banco Central (BC) favoreça a competitividade no mercado.

Só no primeiro trimestre do ano, a fintech quase dobrou o volume de pedidos feitos e de cartões aprovados em todo o ano passado.

Enquanto as solicitações subiram de 800 mil em 2017 para 1,5 milhão até março deste ano, os plásticos autorizados foram de 120 mil para 200 mil no mesmo período.

“Até 2020, o Pag! quer transacionar R$ 50 bilhões, tendo até 3,5% de todas as operações feitas com cartão”, diz o CFO, Felipe Félix.

Segundo o CEO do Pag!, Victor Farias, a possibilidade de um cartão tanto de crédito quanto de débito – uma das novidades a serem apresentadas até o mês que vem –, deve trazer até o quádruplo de clientes e é um dos caminhos para fazer a companhia alcançar seu objetivo. Atualmente, a fintech opera somente com o de crédito.

“Isso eleva as projeções para até 6 milhões de pedidos”, explica o executivo e pondera que o fato de a iniciativa fazer parte do Grupo Avista também colabora para que as perspectivas se concretizem no prazo.

Entre os números apresentados pelo Pag! em 2017, os valores a receber subiram 31% em relação ao ano anterior, de R$ 318 milhões para R$ 418 milhões. As receitas da companhia, porém, caíram 54% na mesma relação, de R$ 283 milhões para R$ 130 milhões.

Segundo os executivos, isso aconteceu pela mudança de “produtos que cobravam tarifas para aqueles baseados em geração de clientes”.

O movimento também contribuiu para o recuo das despesas de R$ 265 milhões para R$ 97 milhões (-63%). A fintech lançará serviços como a possibilidade de antecipar compras parceladas e o pagamento das faturas, além da transferência entre os usuários do aplicativo ainda neste mês.

Para maio, além do cartão com a opção débito e crédito, a iniciativa trará os depósitos com rendimentos. A opção de pedir o aumento do limite e a negociação do parcelamento da fatura já estão disponíveis.

“Até o final deste ano, vamos investir R$ 200 milhões em aquisição de clientes e de novos produtos e tecnologias. Já de 2019 até 2021, a perspectiva é de trazer mais R$ 300 milhões em investimentos para a conclusão dos nossos objetivos”, completa Félix.

 

Regulação e segurança

Da outra ponta, em relação às expectativas de mercado, os executivos dizem julgar positivo a atual atuação do Banco Central no papel de regulador e supervisor do sistema financeiro nacional.

“Vivemos em um mercado bastante polarizado, onde de um lado temos o oligopólio formado pelos grandes bancos e, de outro, vemos a entrada cada vez mais forte de fintechs no mercado. E a estimativa é que, em dez anos, essas iniciativas sejam responsáveis por R$ 65 bilhões das receitas do País”, avalia o CFO do Pag!.

Segundo o último levantamento do FintechLab existem, atualmente, 332 fintechs no sistema financeiro do País

Já quanto à regulação, o CEO do Pag!, Victor Farias, comenta que, por terem um grupo financeiro por trás das operações, a atuação da empresa acaba conseguindo atuar mesmo sem regras específicas. Trabalhamos sem limitações”, diz.

“De qualquer forma, o BC é uma autarquia que funciona muito bem quando não há nenhuma intervenção e tem tido um papel importantíssimo para abrir espaço para as fintechs e fazer o mercado funcionar. É uma questão de segurança da qual não abrimos mão”, complementa Felipe Félix. / A repórter viajou a convite do Pag!

Fonte: Portal DCI

 

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